Atualidade
Trotinetes partilhadas vão acabar em Lisboa
Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, anunciou a suspensão do sistema de trotinetes elétricas partilhadas na cidade.
“É uma vergonha e vai acabar”. Foi por estas palavras que, Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, através de um vídeo publicado nas redes sociais, anunciou a suspensão do atual sistema de trotinetas elétricas partilhadas em Lisboa.
“O sistema como está não está a funcionar”, afirmou o autarca. Os principais problemas identificados pela autarquia estão relacionados com o estacionamento abusivo, comportamentos perigosos, o aumento dos acidentes e o abandono de trotinetas no espaço público.
Segundo Moedas, os serviços municipais recolhem mais de 1200 unidades por mês devido ao estacionamento indevido. Este ano, já foram recolhidas cerca de 9000 trotinetas.
O que vai mudar
“Neste momento, aquilo que vamos fazer é suspender o serviço das trotinetas partilhadas e foi isso que anunciámos a estas empresas”, avançou o responsável. A suspensão ainda terá de ser formalizada. A proposta deverá ser discutida numa reunião da Câmara Municipal de Lisboa, marcada para 21 de outubro. O objetivo da autarquia é concluir a retirada dos veículos até ao final de janeiro de 2027.
A decisão surge depois do Automóvel Club de Portugal (ACP) ter recolhido, no passado mês de setembro, 20 mil assinaturas validadas para promover um referendo municipal sobre a continuidade das trotinetas elétricas partilhadas em Lisboa. O número ultrapassou largamente as 5000 assinaturas necessárias. Perceba o que estava em causa:
Ao mesmo tempo, no final do mês passado, foram aprovadas na Assembleia da República propostas do PSD (Partido Social Democrata) e do PS (Partido Socialista) para reforçar as regras de segurança aplicáveis à micromobilidade elétrica.
Por outro lado, Moedas afirmou que iria “apostar mais na bicicletas”.”Já temos duas mil bicicletas (Gira), vamos continuar a apostar e isso é para nós o mais importante”, concluiu.
Lisboa junta-se, assim, a outras cidades portuguesas que decidiram limitar ou eliminar este serviço. Braga, por exemplo, aprovou a suspensão das trotinetas partilhas em junho, tendo a remoção dos velocípedes do espaço público sido concretizado no final de agosto.
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